agosto 24, 2013

Renúncia de Jânio Quadros
à Presidência da República
- REGISTRO HISTÓRICO! -


Na comemoração  dos 50 anos da Renúncia de Jânio à Presidência da República (25 de Agosto de 1961) destacamos a importância desse ato político para a nossa história e a necessidade de ficar atento e APONTAR os 3 ERROS que a grande imprensa da época, representativa de uma ELITE estagnada nos vícios políticos, como agora, quando a “GOVERNABILIDADE” é defendida pelo ex-presidente Luís Ignácio Lula da Silva e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Veja um pouco da História de Jãnio Quadros/veja aqui

RESUMO DA ÓPERA: Essa “GOVERNABILIDADE” pressupõe a leniência (conivência) do governante com os malfeitos (corrupção) da classe política. E o ex-presidente Jânio Quadros, à época, deixara claro que era IMPOSSÍVEL governar com aquele Congresso/ como hoje: é IMPOSSÍVEL governar, ter governabilidade SEM abrir mão de princípios republicanos, ou seja, abrir mão da honestidade para com a Nação Brasileira!


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PRIMEIRO ERRO: a grande imprensa da época, comprometida com a classe dominante (repetida por parte da grande imprensa atual) culpava Jânio pela queda do ex-presidente João Goulart e pela implantação do Regime Militar.
  Pela madrugada!
Jânio renunciou à presidência em 1961. O ex-presidente João Goulart fugiu do país em 1964, não resistindo como queria Leonal Brizola e como aconselhava o quadro militar-político da época. E o Regime Militar foi implantado em 1964! Porquê seria Jânio responsável?!? Não teria sido responsável o suicídio de Getúlio Vargas?!? Ou a causa seria a implantação da Ditadura do Estado Novo em 1937? A Renúncia virou mania nacional e Jânio era tido como culpado pelo surgimento da Revolução de 1964, como se o livre arbítrio das pessoas, dos parlamentares e dos governantes NÃO existisse e o tempo NÃO passasse de 1961 a 1964!!!

RESUMINDO: Jânio foi eleito Prefeito de São Paulo, Governador de São Paulo e Presidente da República com as maiores votações da nossa história. Durante o Regime Militar, conseguiu eleger o Brigadeiro Faria Lima como Prefeito de São Paulo. Inesquecível sua participação na eleição vitoriosa de Faria Lima: com esparadrapo na boca e mãos para trás fazia furor a sua presença silenciosa nos palanques. Amordaçado, elegeu Faria Lima. Como conseqüência foi o único político punido de forma pública: foi CONFINADO em Corumbá/Mato Grosso. Marcado e discriminado pela grande imprensa, não obtinha espaço e suas declarações eram deturpadas.


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SEGUNDO ERRO: Jânio foi Vereador na Capital paulista; foi Deputado Estadual, Deputado Federal, Prefeito de São Paulo, Governador de São Paulo, Presidente da República e, anos depois, voltou a ser Prefeito de São Paulo. Foi seu último cargo público. E, em NENHUM cargo foi acusado de malfeitos (palavra usada atualmente para a corrupção). Foi DESTERRADO (confinado em CORUMBÁ/MATO GROSSO) por ser uma ameaça política à Revolução de 64. NADA existe a macular a sua honra e a sua imagem de político eleito sempre pelo voto popular, querido pelo povo e HONESTO!!! A grande imprensa da época, repetida pela grande imprensa de agora, procura macular a sua imagem taxando-o de louco, de demagogo, de imprevisível! Que falta que faz para o Brasil homens como JÂNIO DA SILVA QUADROS!!!
Registro Histórico: na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 1985, todos os institutos de pesquisa davam a vitória a Fernando Henrique Cardoso que, sem cautela e bom senso, tirou fotos sentado na cadeira de Prefeito na véspera da eleição, Mário Covas era o Prefeito nomeado da capital. Eleito, Jânio chamou a imprensa e DESINFETOU a cadeira de Prefeito, com a frase que ficaria famosa: "Nádegas indevidas sentaram nesta cadeira!"

TERCEIRO ERRO: A grande imprensa da época NÃO perdoava a mudança genial que Jânio Quadros implantou em nossa política externa. Com a ajuda do Chanceler Afonso Arinos de Melo Franco, sustentava os princípios de autodeterminação, não-intervenção e não-alinhamento do Brasil nas disputas entre os blocos hegemônicos internacionais. Foi a famosa Política Externa Brasileira Independente!
E a grande imprensa da época, sempre aliada aos interesses norte-americanos nunca perdoou essa posição independente e revolucionária de Jânio Quadros.


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É bom relembrar que o então  Presidente Jânio Quadros, no início dos anos 60 - portanto há mais de 50 anos! - tinha inovado na política externa, com o brilhantismo do seu Chanceler Afonso Arinos. Era a terceira via diplomática, independente dos EUA, descobrindo as novas Nações Independentes da África e com um olhar mais próximo para a América Latina e para os países do Bloco Socialista. Foi o “modelito” de Jânio que motivou, em grande parte, essas lideranças da “esquerda brasileira”... Como copiaram, anos depois, FHC e Lula, com as suas gestões neo-liberais na administração do país e com a política externa festiva e independente...

RESUMO GERAL: Jânio Quadros MARCOU as suas administrações, especialmente em São Paulo, pela valorização do serviço público, especialmente a valorização da educação e dos professores, dotou o Estado das grandes hidroelétricas, idealizou a criação das Faculdades de Medicina de Botucatu e Campinas, em 1958, instaladas por Carvalho Pinto em 1962. PROVOU que é , SIM, possível governar SEM ROUBAR e SEM DEIXAR ROUBAR!

A MULHER DE CESÁR: Fazia verdadeira apologia da honestidade (“a mulher de Cesár não basta ser honesta, tem que parecer honesta!”). Nunca admitiu ou empregou parentes. Nepotismo NUNCA existiu com Jânio!

Em 1985 elegeu-se, por si e seu carisma, Prefeito de São Paulo. Quase 30 anos depois o mito voltava, triunfante. Deixou exemplar modelo de administrador honesto e trabalhador. Em sua última gestão, novamente como Prefeito da Capital (com mais de 80 anos, marcou seu desempenho idealizando túneis modernos, transportes sobre trilhos aéreos, boulevards idealizados por Oscar Niemeyer (que idealizou o Ibirapuera na primeira gestão de Jânio), restauração de monumentos históricos e para facilitar o trânsito, os ônibus de 2 andares, investimentos maciços no metrô, novas e modernas avenidas...), ao ter seu Secretário do Planejamento casando-se com sua filha, Tutu, exigiu a sua demissão e afastamento imediato da Prefeitura. Exemplar. Poderia ser demagogia...Será?
  Único ex-presidente da República (repetindo: ÚNICO!) vivo a recusar a pensão oferecida   pela União aos ex-Presidentes da República!

TESTEMUNHO PESSOAL: Em 1981/1982, mantive vários contatos com Jânio. Sugeri que seus encontros com Che Guevarra, Fidel Castro, Nasser e que seu confinamento em Corumbá e sua atuação, amordaçado, na campanha vitoriosa de Faria Lima à Prefeitura de São Paulo, fossem divulgados em jornal de campanha para conhecimento da juventude. Gostou da idéia. Esse projeto ainda merece ser feito!!!

Duas de suas cartas, divulgo para registro histórico e, para completar esta homenagem que lhe faço, ficam suas palavras sobre a renúncia:

“Foi o maior erro que cometi. Ao renunciar, eu quis pedir um voto de confiança à minha permanência no poder. Imaginei que o povo iria às ruas, seguido dos militares, e que eu seria chamado de volta. Fiquei com a faixa presidencial até o dia 26. Deu tudo errado.” (confissão que Jânio teria feito a seu neto, segundo reportagem da revista VEJA (24/08/2011). A verdade é que NÃO havia governabilidade com aquele Congresso e Jânio Quadros se recusava, como se recusou, a fazer o jogo político condenável dos “mensalões” e das “bolhas podres” do poder...

13 comentários:

Delmanto disse...

É importante o estudo e o debate sobre a renúncia do ex-presidente Jânio Quadros da Presidência da República em 25 de Agosto de 1961.
Ele se recusou a fazer o jogo político e a ter esse relacionamento condenável entre o Poder Executivo e Poder Legislativo.
Ele se recusou a GOVERNAR como governaram José Sarney, Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula; e como está governando a presidente Dilma!
IMPOSSÍVEL realizar uma BOA GESTÃO com essa LENIÊNCIA com a CORRUPÇÃO que se alastra pelo país!
A VOZ DAS RUAS, da mesma forma, NÃO ACEITA essa política viciada e CONTRARIA AOS INTERESSES NACIONAIS.
JÂNIO QUADROS PODE SER UM EXEMPLO PARA QUE POSSAMOS FAZER A reforma política NO PAÍS!

Delmanto disse...

Delmanto disse...
Não é fácil ir contra a maré...
A grande mídia, como agora, não fez à época e NÃO faz agora, uma campanha sistemática contra a corrupção institucionalizada. Claro que há exceções. A revista VEJA e Istoé e outros periódicos tem tido esse desempenho. Mas é muito pouco. E a população brasileira está decepcionada com a FAXINA que a presidenta Dilma não terminou e com a “Herança Maldita” (mensalões, etc.) que lhe foi deixada pelo ex-presidente Lula. E Teve o mau conselho do ex-presidente FHC para que Dilma fosse LENIENTE com os malfeitos... E a FAXINA é feita com a VASSOURA...e quem começou com a VASSOURA?!?
Que Brasil é esse?!?
Essa homenagem que faço é para mostrar à juventude que houve um homem público que zelava pela decência e pelos bons costumes. E, importante, não bastava ser honesto: PRECISA PARECER HONESTO!!!
Tinha defeitos? Cometeu erros?
Claro, divino só houve um e morreu crucificado pela população!
É preciso acabar com essa história (adotada até por conhecidos sociólogos e ex-presidentes de que é preciso ser LENIENTE com os malfeitos na busca da governabilidade). Claro que governar assim também dá certo. Mas para isso, não precisamos ter um ex-presidente sociólogo, ex-exilado, e que lutou pela volta da Democracia. Governar, assim é fácil! Basta ser um torneiro-mecânico e...pimba!
A Onda Democrática que está varrendo as Ditaduras da Ásia e da África, levantando os Indignados na Europa já chegou no Brasil e irá transformar essas DEMOCRACIAS MEIA-SOLAS como a nossa.
Vamos à luta!
Novos e bons tempos virão!
Avante!!!

Anônimo disse...

Delmanto, sempre admirei a coragem e o destemor do Jânio Quadros ao enfrentar a grande imprensa, liderada pelo Estadão, que sempre procurava denegrir a sua imagem e exaltar a turma da direita “pó-de-arroz”. É preciso lembrar que grandes políticos de São Paulo surgiram no pequeno grupo de “democratas cristãos” liderados por Jânio Quadros: Carvalho Pinto, Hélio Bicudo, Plínio de Arruda Sampaio, Queiroz Filho, Franco Montoro e muitos outros idealistas que sempre pautaram sua atuação política pela retidão de caráter e de coerência política. Muitos, depois, seguiram seus próprios caminhos, mas todos deixaram gravada em pedra a trajetória pioneira de jovens que queriam o melhor para São Paulo e apagar qualquer resquício de oportunismo e roubalheira (como se falava da corrupção naqueles tempos). Jânio Quadros honrou São Paulo e a tradição do bandeirantismo paulista! (luisroberto-souza@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

Delmanto,
Meus pais eram janistas de coração e sempre repetiam a letra da música “Varre, varre, vassourinha...”. É de autoria de Maugeri Neto e tem ritmo de marchinha:

Varre, varre,
varre vassourinha!
Varre, varre a bandalheira!
Que o povo já 'tá cansado
De sofrer dessa maneira
Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado!
Jânio Quadros é a certeza de um Brasil, moralizado!
Alerta, meu irmão!
Vassoura, conterrâneo!
Vamos vencer com Jânio!”
Hoje, a marchinha está na moda novamente e a Dona Dilma, com sua vassoura, está fazendo a FAXINA da corrupção política do país!
(mariceiaoliveira@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

Janio Ferreira Costa (www.janiocosta.ganhardinheiroagora.com)
comentou 4 horas atrás

Delmanto,foi muito oportuno fazer essa justiça histórica.Meu pai era fã dele,
claro..rsrs. Muito legal você ter lembrado de alguém tão esquecido nesse
galinheiro de raposas vorazes.Um abração e seja feliz.
janio

Anônimo disse...

Gozado como são as coisas. A revista VEJA tem feito um combate sério contra a corrupção que infestou o Governo Federal, no entanto, faz uma reportagem “marota” sobre Jânio Quadros e os 50 anos de sua renúncia à presidência da república (edição de 24 de agosto). Querem culpá-lo por tudo o que veio depois: o Regime Militar 3 anos depois, seria conseqüência da renúncia de Jânio. E os quase 3 anos do (des)governo de João Goulart? E o período de Tancredo Neves à frente do Regime Parlamentarista? E o papel da grande imprensa de direita? Ah, ninguém é culpado, só o Jânio...Tá bom assim... O mundo passou a girar a partir da renúncia de Jânio, tá certo. O mundo deve ter parado de agosto de 1961 a abril de 1964! Pura “sacanagem” de uma revista que se diz respeitada. Essa reportagem é tão marota que – vejam bem! – o que diz, ou melhor, o que afirma no texto prolixo em que procura denegrir a imagem de Jânio: “...além do titular, só ela conhecia o número da mítica conta bancária na Suíça. Eloá levou o segredo para o túmulo.” Que conta bancária, ô cara pálido?!? Pasmem!!! Referindo-se a uma hipotética conta bancária que Jânio teria (???) no Exterior, a revista VEJA, em matéria assinada por Augusto Nunes, FAZ ESSA ILAÇÃO CRIMINOSA!!! Isso é jornalismo sério? REPITO: ISSO É JORNALISMO SÉRIO?!? (danilo-gomes40@live.com)

Anônimo disse...

A esquerda festiva odeia o Jânio. Ele fez tudo o que a chamada esquerda tentou fazer nos últimos anos. Tanto a esquerda festiva e cor de rosa dos tucanos quanto a esquerda xiita do PT que adora os ricos e os banqueiros. Sim, senhor, Jânio é o idealizador da Política Externa Independente. Foi ele quem fez a abertura para os países africanos, foi ele quem descobriu os vizinhos da América Latina, se aproximou do Leste Europeu e se tornou independente dos EUA. É muito para a patota festiva que nestes 16 anos gostou muito do poder e começou a ser conivente com a corrupção...Para esses, Jânio não serve. Para esses, Jânio é o culpado de tudo. (carla.bueno2011@bol.com.br)

Anônimo disse...

Concordo que esse Jânio não roubava e nem deixava roubar, mas li uma vez uma reportagem que dizia que a antiga VARIG dava passagens todo ano, de primeira classe, para ele ir para a Europa. E sempre tinha uma garrafa de vinho do porto que ele “enxugava” sozinho. O homem era uma esponja, apesar de nunca ter sido visto bêbado ou falando mole. Os jornais deviam exagerar, mas dizem que ele era “bom de copo” e gostava da “mardita”. Nos comícios, colocava farinha de rosca nos ombros do paletó imitando caspa, comia sanduíche de mortadela e fazia cara de louco. Dizem que “comia” todas que podia. Era uma figura esquisita. Uns o odiavam e outros o idolatravam. É o que sei. Era também professor de português. (maria-de-lourdes2004@hotmail.com)

Anônimo disse...

Disso tudo o que é dito no post e nos comments, fica a imagem do FHC e do que ele poderia ser e fazer pelo Brasil, não fosse a vaidade e a ambição pelo Poder...Vejam só: sentou-se na cadeira de prefeito de São Paulo na véspera do dia da eleição para uma matéria que falaria dele como prefeito eleito. Caiu do cavalo! Como presidente da república eleito graças ao Plano Real e ao apoio do então presidente Itamar Franco, não lutou pelas reformas básicas para o país, mas lutou para implantar a reeleição do presidente, o que nunca foi permitido pelas nossa leis. Como presidente privatizou grandes empresas estatais sem o necessário cuidado para que continuassem a prestar serviços à população (ex.: FEPASA). Como ex-presidente o que se esperava dele era uma oposição construtiva e constante e o que vimos foi um silêncio total. Depois, veio defender a discriminalização da maconha e, por último, em artigo no Estadão aconselhando a presidente Dilma a ser leniente com a corrupção pela governabilidade! Assim, não dá. Cada um é o que faz e o que constrói. O que ficará no currículo do FHC? É uma pena. Político medroso, ausente e narcisista...e só!
(pinto.rodolfo28@yahoo.com.br)

Delmanto disse...

Como o Brasil, nestes últimos 18 anos, tem visto os seus Presidentes da República em um “tour” incansável pelo mundo, o alarme soou. A verdadeira compulsão, tanto de Fernando Henrique como de Lula e,agora, a presidente Dilma, por seguidas e seqüenciais viagens internacionais, assume proporção de gravidade institucional.

Nenhum Chefe de Estado ou Chefe de Governo de outro país, quer seja europeu, japonês ou americano tem realizado tantos “passeios” como os dois o fizeram nestes 16 anos que se completaram no ano de 2010!

Então, mais uma vez e com maior razão, a implantação do Regime Parlamentar no Brasil passa a ser medida de urgência, urgentíssima! É preciso que se resguardem os interesses nacionais do deslumbramento dos ocupantes temporários do Poder... Pelo menos, no Parlamentarismo, temos o Chefe de Estado e o Chefe de Governo.

Nos países que adotam o Regime Parlamentarista, o Primeiro-Ministro tem a função de chefiar o governo e dedicar-se às questões do dia a dia, quer sejam políticas, econômicas ou sociais. O Presidente da República ou o Rei (nas modernas Monarquias), representam o Estado e não se envolvem em assuntos da gestão administrativa e política do governo.

É a chamada síndrome do Reizinho! Quando, na verdade, não se tem notícia de algum Soberano ou Presidente da República, em qualquer país do mundo, que tenha viajado tanto... É caso para a psicologia investigar essa carência social que acometeu Fernando Henrique Cardoso e Luís Ignácio Lula da Silva e, agora, acomete Dona Dilma... Apenas como contraponto, lembramos que Getúlio Vargas, com tanto tempo no Poder, não fez nenhuma viagem para a América do Norte e nem para os países da Europa: e não se compare Vargas com Lula e FHC... Juscelino Kubischeck também não ficou viajando igual a um deslumbrado...Jânio Quadros visitou Cuba ANTES de sua posse...
Somente com a participação da intelligentzia brasileira é que conseguiremos levar o país para um regime democrático que lhe propicie um desenvolvimento sustentável. Nada pior do que termos governantes que só viajam e viajam e viajam. De PHD a militante sindical formado nas hostes partidárias, deslumbrados com o Poder e exercendo o Poder Executivo do Brasil como se tudo fosse uma grande festa...
A solução é a sociedade organizada partir para uma CONSTITUINTE e fazer as REFORMAS que o país precisa, principalmente a REFORMA POLÍTICA”

Anônimo disse...

O longo tempo passado facilita a análise e a nossa manifestação. Mas vamos tentar “remontar” o cenário de Jânio na Presidência da República. Ele fez a campanha propondo mudanças e a necessidade de “arrumar” a casa, eis que o Governo de JK era por tido como gastador, “macumunado” com a corrupção e desagregador. A dívida externa do país, tinha disparado! Pois bem, eleito, não conseguiu ter maioria no Congresso Nacional. As mudanças administrativas e institucionais dependiam de apoio e aprovação do Congresso. E ele não conseguia.O Congresso brecava tudo. Revolucionou na política externa, o que deixou a direita rançosa e “pó-de-arroz”, ligada aos grandes veículos de comunicação (Estadão, Globo, Jornal do Brasil e Folha) fazendo grande mobilização contra ele e a favor da política pró EUA. Jânio condecorou CHE GUEVARA nas vésperas da renúncia. Na véspera da renúncia, também, o então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, fez violento pronunciamento na televisão, com imediata repercussão nos órgãos da grande e poderosa mídia, acusando Jânio de estar preparando um golpe. Ora, vendo o que disse seu neto, anos depois, ele deveria estar querendo obter do Congresso – via pressão da sociedade – poderes especiais para conseguir governar. Nasser havia feito isso no Egito: ameaçado deixar o governo se não obtivesse poderes para realizar as mudanças necessárias. É fácil falar: ele queria ser Ditador. E o outro lado, o dele: foi eleito com expressiva votação prometendo mudanças e retidão no Governo Federal e o Congresso a derrubar todas as propostas que ele apresentava: contra a lei antitruste, etc.
O período Jânio Quadros precisa ser melhor estudado. As mudanças que ele queria fazer estão, até agora, precisando ser feitas. Sem essas reformas e mudanças, SÓ SE GOVERNA O BRASIL SENDO LENIENTE (CONIVENTE) COM OS MALFEITOS (CORRUPÇÃO)!!! Ou será que ninguém está lendo os jornais, acompanhando os noticiários das televisões?!? Acorda, ô meu! (p.gomes27@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

O longo tempo passado facilita a análise e a nossa manifestação. Mas vamos tentar “remontar” o cenário de Jânio na Presidência da República. Ele fez a campanha propondo mudanças e a necessidade de “arrumar” a casa, eis que o Governo de JK era por tido como gastador, “macumunado” com a corrupção e desagregador. A dívida externa do país, tinha disparado! Pois bem, eleito, não conseguiu ter maioria no Congresso Nacional. As mudanças administrativas e institucionais dependiam de apoio e aprovação do Congresso. E ele não conseguia.O Congresso brecava tudo. Revolucionou na política externa, o que deixou a direita rançosa e “pó-de-arroz”, ligada aos grandes veículos de comunicação (Estadão, Globo, Jornal do Brasil e Folha) fazendo grande mobilização contra ele e a favor da política pró EUA. Jânio condecorou CHE GUEVARA nas vésperas da renúncia. Na véspera da renúncia, também, o então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, fez violento pronunciamento na televisão, com imediata repercussão nos órgãos da grande e poderosa mídia, acusando Jânio de estar preparando um golpe. Ora, vendo o que disse seu neto, anos depois, ele deveria estar querendo obter do Congresso – via pressão da sociedade – poderes especiais para conseguir governar. Nasser havia feito isso no Egito: ameaçado deixar o governo se não obtivesse poderes para realizar as mudanças necessárias. É fácil falar: ele queria ser Ditador. E o outro lado, o dele: foi eleito com expressiva votação prometendo mudanças e retidão no Governo Federal e o Congresso a derrubar todas as propostas que ele apresentava: contra a lei antitruste, etc.
O período Jânio Quadros precisa ser melhor estudado. As mudanças que ele queria fazer estão, até agora, precisando ser feitas. Sem essas reformas e mudanças, SÓ SE GOVERNA O BRASIL SENDO LENIENTE (CONIVENTE) COM OS MALFEITOS (CORRUPÇÃO)!!! Ou será que ninguém está lendo os jornais, acompanhando os noticiários das televisões?!? Acorda, ô meu! (p.gomes27@yahoo.com.br)

Anônimo disse...

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sabado -
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